Assembleia Geral de Acionistas do ABANCA aprova a gestão e as contas de 2025
- Antonio Crespo Ybáñez e Alfonso de Castro González são os novos conselheiros do ABANCA
- As propostas de deliberação incluídas na ordem de trabalhos foram aprovadas por ampla maioria
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A Assembleia Geral de Acionistas do ABANCA, presidida pelo seu presidente executivo, Francisco Botas, aprovou esta manhã, na sua reunião anual ordinária, as contas anuais e o relatório de gestão do banco e do Grupo relativos ao exercício de 2025. Foi igualmente aprovada, em particular, a gestão da instituição nas áreas da sustentabilidade e da responsabilidade social.
As restantes propostas de deliberação constantes da ordem de trabalhos foram também aprovadas por ampla maioria, numa sessão na qual esteve representado 84,17% do capital social do banco.
A Assembleia dirigiu ainda uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano, que enfrenta as trágicas consequências do duplo sismo ocorrido na passada quarta-feira.
Atividade Económica
Os acionistas aprovaram a gestão económica da instituição relativa a 2025, exercício que terminou com um resultado líquido atribuível de 902,4 milhões de euros e uma rentabilidade ROTE de 15,1%.
O banco superou de forma clara os objetivos definidos para o negócio e para os resultados do exercício, demonstrando a capacidade do seu modelo de negócio para gerar receitas recorrentes. O ABANCA encerrou o ano com um rácio CET1 de 14,1%, acima do objetivo de 13%; uma taxa de incumprimento de 2,1%, melhor do que a meta de 2,5%; um crescimento de 6,1% do volume de negócios, superior à média do mercado e acompanhado de ganhos de quota nos negócios de financiamento e de prestação de serviços; e uma rentabilidade ROTE de 15,1%, acima do intervalo esperado de 10% a 15%.
O banco apresentou também um desempenho superior ao das restantes instituições financeiras espanholas comparáveis na geração de resultados recorrentes, posicionando-se entre os dois primeiros lugares dos rankings de crescimento da margem financeira, das receitas de prestação de serviços e da margem básica.
As agências de rating reconheceram esta evolução positiva, melhorando sucessivamente as classificações atribuídas ao banco. Em 2025, o ABANCA passou a integrar o nível A em duas dessas agências.
Ao longo do exercício, o banco desenvolveu diversas iniciativas que reforçaram o seu perfil de sustentabilidade e a sua contribuição para o desenvolvimento social. Este trabalho foi reconhecido pelas principais agências de avaliação ESG, que atribuíram ao ABANCA a classificação mais elevada possível.
Outras deliberações
A Assembleia Geral aprovou ainda as propostas relativas à composição dos órgãos de governo do banco: a nomeação de Antonio Crespo Ybáñez e Alfonso de Castro González como novos administradores independentes, a recondução de Leticia Iglesias Herraiz por mais três anos e a ratificação de Javier Alonso Ruiz-Ojeda.
Antonio Crespo Ybáñez
É licenciado em Administração e Gestão de Empresas e Direito (E-3) pela Universidade Pontifícia de Comillas (ICADE). Possui uma licenciatura em Direito e Economia e um mestrado em Sistema Fiscal Internacional pela Universidade de Indiana. Conta com uma vasta experiência de 40 anos nos setores das tecnologias da informação e da consultoria.
Entre 1986 e 1988, dirigiu a equipa de Fiscalidade Internacional da Price Waterhouse. Entre 1988 e 2013, desenvolveu uma extensa carreira de gestão na Hewlett Packard, onde foi diretor executivo (CEO) para Espanha e Portugal, tendo anteriormente assumido as funções de diretor financeiro (CFO) e diretor de operações (COO). Entre outros marcos, liderou a criação do negócio de serviços de TI e a integração de empresas como a Compaq e a EDS.
Em 2013, ingressou na Deloitte, onde desenvolveu a prática de consultoria em Estratégia Tecnológica e Tecnologia no setor financeiro. Desde 2022, desempenhou o cargo de sócio diretor de Consultoria Global na Deloitte Espanha, liderando a transformação estratégica e o crescimento do negócio de Consultoria da empresa.
Entre outras funções relevantes, é membro do conselho de administração da Fundação I+D de Espanha; e, anteriormente, integrou os conselhos da Deloitte Advisory Espanha, da Associação Espanhola de Empresas de Consultoria (AEC), da Câmara de Comércio Americana, do Conselho Empresarial Americano e do comité consultivo da CEOE.
Alfonso de Castro González
É licenciado em Ciências Económicas e Empresariais pela Universidade de Valladolid. Possui um mestrado em Administração de Empresas (MBA) pelo Instituto de Empresa (IE) e concluiu o Programa de Direção Geral do IESE.
Desenvolveu uma extensa carreira internacional de mais de 30 anos em diversos sistemas financeiros, nomeadamente nos Estados Unidos, em Espanha, em países da América Latina (México, Brasil, Argentina, Chile, Venezuela), na Polónia, no Reino Unido e na Ásia. As suas principais áreas de especialização são os riscos de crédito, estruturais e estratégicos. Possui experiência em todos os segmentos (retalho, empresas, atacado, supervisão regulatória, supervisão de riscos), bem como na formação de equipas de alto desempenho em diferentes regiões geográficas e áreas de serviços centrais.
Desde 1991, tem vindo a desenvolver uma longa trajetória em diferentes unidades do Grupo Santander. Depois de desempenhar diversas funções em Espanha e no México, entre 2005 e 2013 foi Diretor de Risco (CRO) do Santander Espanha. Posteriormente, mudou-se para os Estados Unidos durante dois anos, para exercer inicialmente o cargo de Diretor de Gestão de Risco do Sovereign Bank (Santander Bank, N.A.) e, posteriormente, desempenhar funções na Santander Holdings US.
Nos anos seguintes, desempenhou diversas funções internacionais a partir de Madrid, entre as quais a de Diretor de Crédito (CCO) para a Europa do Grupo Santander entre 2021 e 2023. Nos últimos anos, a sua atividade tem-se centrado nos conselhos de administração de diferentes unidades do Grupo Santander no Peru.