ABANCA aumenta em 2,4% o lucro antes de impostos para 765 milhões de euros e fixa a rentabilidade em 12,2%
- Sólida rentabilidade, sustentada no crescimento eficiente do negócio recorrente e na boa gestão do balanço
- O resultado antes de impostos aumentou 2,4% em termos homólogos
- O resultado líquido, de 579 milhões de euros, reflete a normalização da taxa efetiva de imposto (dos 7% para os 28%). Numa base comparável, cresceria ao mesmo ritmo do resultado operacional.
- O ABANCA elevou o volume de negócio em 6,4% em termos homólogos, ultrapassando os 142.000 milhões de euros
- Intenso crescimento comercial: mais de 116.000 novos clientes captados no mercado ibérico, 19.000 em Portugal
- Famílias e empresas recebem um total superior a 14.000 milhões de euros de novo financiamento
- O rácio de capital CET1 situa-se em 13,3%, com 1.900 milhões de euros de folga de capital
- Perfil de liquidez estável: rácio crédito/depósitos de 88,6% e uma base de depósitos diversificada
- A taxa de incumprimento melhora para 1,8%, com uma taxa de cobertura que aumenta para 88,4%
- Em Portugal, o resultado antes de impostos cresce 19,5%, para 99 milhões de euros, e o volume de negócio situa-se em 21.260 milhões de euros
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O ABANCA obteve, nos primeiros nove meses de 2026, um lucro antes de impostos de 764,5 milhões de euros, mais 2,4% em termos homólogos. O lucro depois de impostos situou-se em 579,1 milhões de euros, menos 13,6% do que no mesmo período do ano anterior, devido ao aumento da taxa efetiva de imposto provocado pela menor utilização de créditos fiscais. A rentabilidade ROTE situou-se nos 12,2% e a rentabilidade sobre CET1 nos 14,8%, com uma elevada margem face ao custo do capital.
A solidez dos seus fundamentos permite ao Banco enfrentar o atual contexto de incerteza a partir de uma base robusta. A combinação de uma ampla solvência (1.900 milhões de euros de reserva de capital), elevada qualidade dos ativos (taxa de incumprimento de 1,8% e cobertura de 88%) e uma confortável posição de liquidez coloca o ABANCA entre as entidades mais sólidas do setor.
Tal como nos trimestres anteriores, o resultado obtido baseia-se no crescimento eficiente do negócio recorrente e na boa gestão do balanço. O Banco continua a mostrar um elevado dinamismo comercial, com uma intensa captação de novos clientes que reforça a sua presença ibérica. Desde o início do ano, o ABANCA captou mais de 116.000 novos clientes em Espanha e Portugal, a maioria (sete em cada dez) fora do seu mercado de origem.
Este forte ritmo de crescimento é acompanhado por elevados níveis de satisfação: três em cada quatro novos clientes classificam a sua relação com o Banco com uma pontuação de 9 ou mais valores (numa escala de 10), destacando-se a excelente perceção da qualidade do serviço.
Em paralelo com a captação de clientes, a evolução do negócio continua a demonstrar uma grande solidez. O volume de negócio situou-se em 142.859 milhões de euros, mais 6,4% do que em setembro de 2025.
O Banco canalizou um total superior a 14.000 milhões de euros de novo financiamento para famílias e empresas, com crescimentos das novas operações de 8,3% e 5,6%, respetivamente. Por sua vez, os recursos de clientes aumentaram 5,5% no período, com crescimento tanto nos depósitos como nos recursos fora de balanço. A domiciliação de salários cresceu 11,3%.
No mercado segurador, o Banco alcançou um marco muito relevante ao superar um milhão de apólices geridas, graças a uma estratégia diferenciadora baseada em produtos próprios. Os prémios de seguros gerais e Vida Risco cresceram 11,5% face ao ano anterior, atingindo 746 milhões de euros. O número de apólices situa-se em cerca de 1,2 milhões, com mais de 750.000 clientes.
Por sua vez, o B100, a proposta 100% digital do ABANCA, continua a sua evolução, com fortes crescimentos desde setembro do ano passado no número de clientes (73%) e no volume de negócio (61%). O B100 desempenha um papel essencial na estratégia de crescimento em mercados sem presença física e na concorrência com entidades que operam exclusivamente através de modelos de negócio digitais.
O bom desempenho comercial do ABANCA diferencia-se do setor, como demonstram os ganhos de quota de mercado em praticamente todos os produtos. Destacam-se particularmente os aumentos de quota nos seguros gerais (35 p.b), nos fundos de investimento (25 p.b.), TPAs (19 p.b.) e cartões em circulação (18 p.b.).
Durante o terceiro trimestre, o Banco continuou a avançar na sua transformação tecnológica através de uma adoção intensiva da IA, com uma estratégia digital orientada para o cliente, a cibersegurança e a excelência operacional. Os 250 casos de utilização de IA implementados para a transformação dos processos permitem uma maior personalização da oferta e uma importante poupança de tempo, que se traduz numa melhor atenção ao cliente.
Resultados sólidos e diversificados
Nos primeiros nove meses do ano, o resultado antes de impostos atingiu 764,5 milhões de euros, mais 2,4% do que no mesmo período do exercício anterior. O produto bancário cresceu 3,7%, acima dos custos de exploração, permitindo uma melhoria da eficiência operacional. O custo do risco mantém-se controlado, evidenciando uma elevada prudência na identificação e constituição de provisões para riscos. A rentabilidade ROTE situou-se nos 12,2%, superando claramente o custo do capital.
A gestão de preços e volumes permitiu melhorar a margem financeira, que aumentou 5,3% no terceiro trimestre de 2026 face ao mesmo período do exercício anterior. O Banco espera que esta evolução positiva se mantenha nos próximos trimestres.
As receitas provenientes da prestação de serviços e do negócio segurador aumentaram 14,1%. Destacam-se particularmente as áreas de seguros, cujas receitas cresceram 29,9%, os serviços bancários, com um aumento de 31,6%, e a gestão da poupança, com 14,9%.
O aproveitamento das sinergias decorrentes das operações corporativas, aliado à aplicação de políticas de racionalização, traduziu-se num crescimento dos custos inferior ao das receitas (3,6% face a 3,7%) e também inferior à média do setor (5,1%) ) e à inflação (+4,9%). Como resultado, o rácio de eficiência melhorou 21 pontos base no terceiro trimestre do ano face ao trimestre anterior.
Apesar dos elevados níveis de cobertura, o ABANCA mantém uma política de máxima prudência na constituição de provisões e reforça os seus já sólidos níveis de cobertura. O custo do risco situa-se em 0,22%, o rácio de incumprimento em 1,8% e a taxa de cobertura desses ativos em 88,4%.
Crescimento em todas as áreas de negócio e geografias
O volume de negócio gerido pelo Banco situou-se, no final do terceiro trimestre do ano, em 142.859 milhões de euros, mais 6,4% do que há um ano. O crédito a clientes atingiu 56.579 milhões de euros, enquanto os recursos totais ascenderam a 86.280 milhões de euros. O crédito em situação regular atingiu 56.271 milhões de euros, mais 7,9% face a setembro de 2025. A carteira de crédito ao setor privado, que representa 84% do total, cresceu 4,7% em termos homólogos.
A captação de recursos de clientes cresceu 5,5% em termos homólogos, para 86.280 milhões de euros. Por tipologia de produto, 74% do total corresponde a depósitos à ordem e a prazo, enquanto os restantes 26% dizem respeito a recursos fora de balanço (fundos de investimento, planos de pensões e seguros de poupança).
Os depósitos de clientes aumentaram 1,7% em termos homólogos, para 63.855 milhões de euros. Os saldos à ordem cresceram 2,9%. A carteira apresenta um perfil marcadamente de retalho: 95% do total corresponde a famílias e empresas e a maioria (69%) apresenta um saldo inferior a 100.000 euros.
O Banco continua a crescer de forma expressiva tanto nos recursos fora de balanço como na comercialização de seguros. Os recursos fora de balanço ascendem a 22.425 milhões de euros, registando um crescimento homólogo de 18,4%.
Os prémios de seguros gerais e Vida Risco aumentaram 11,5%, para 746 milhões de euros. Por segmentos, os prémios dos seguros de funeral cresceram 26%, os de Vida Risco 24%, os de empresas 18% e os de saúde 14%.
ABANCA Portugal aumenta lucro antes de impostos em 19,5%
O ABANCA Portugal alcançou, nos primeiros nove meses de 2026, um resultado antes de impostos de 99 milhões de euros, um crescimento de 19,5% face ao mesmo período do ano anterior. A evolução dos resultados foi acompanhada pela melhoria da eficiência, com os custos operacionais a diminuírem 8,3% em termos homólogos.
O volume de negócio atingiu 21.260 milhões de euros no final de setembro, mais 4,0% face a 30 de setembro de 2025. O crédito líquido a clientes aumentou 4,3%, para 9.022 milhões de euros, enquanto os recursos fora de balanço mantiveram um forte dinamismo, com um crescimento de 24,2%, para 3.211 milhões de euros.
Neste segmento, destaca-se a evolução dos fundos de investimento, que atingiram 2.422 milhões de euros.
O dinamismo comercial refletiu-se também na evolução da base de clientes, com o ABANCA Portugal a captar mais de 19.000 novos clientes nos primeiros nove meses do ano.
Os indicadores de qualidade do crédito mantiveram igualmente uma evolução positiva. O rácio de crédito em incumprimento reduziu-se para 2,1%, menos 29 pontos base face a setembro de 2025, enquanto o rácio de cobertura de crédito em incumprimento se situou nos 86,6%.
Perfil financeiro sólido
O ABANCA mantém a sua posição como uma das instituições financeiras mais sólidas do mercado ibérico, tendo em conta os seus rácios de solvência, qualidade dos ativos e liquidez.
Em termos de solvência, os rácios situam-se em 17,7% no capital total e em 13,3% no CET1. A elevada rentabilidade sobre o capital CET1 (14,8%) permite uma sólida geração orgânica de capital. O Banco mantém uma ampla reserva de capital sobre os requisitos, de 1.892 milhões de euros, que lhe permite crescer com solvência, mantendo um elevado nível de capitalização. O excesso sobre os requisitos MREL é de 292 milhões de euros.
O Banco prossegue a trajetória de redução do crédito em incumprimento, que diminuiu 10,6%, permitindo que a taxa de incumprimento se fixasse em 1,8%. Por sua vez, os ativos adjudicados representam apenas 0,1% do balanço. Em paralelo com a redução do crédito em incumprimento, o Banco aumentou a taxa de cobertura destes ativos para 88,4%.
A estrutura de financiamento mantém um perfil marcadamente de retalho, com 87% dos depósitos provenientes de clientes particulares e empresas e um rácio Loan-to-Deposit (LTD) de 88,6%. Em termos de liquidez, o ABANCA apresenta um rácio de financiamento estável líquido (NSFR) de 137% e um rácio de cobertura de liquidez (LCR) de 174%, cumprindo amplamente os requisitos.
O ABANCA dispõe de 20.354 milhões de euros em ativos líquidos, montante equivalente a mais de quatro vezes os vencimentos previstos de emissões. Adicionalmente, conta com uma capacidade de emissão de obrigações hipotecárias de 7.992 milhões de euros, elevando a sua posição de liquidez para 28.345 milhões de euros.
Banca responsável e sustentável
O desenvolvimento da estratégia de sustentabilidade do ABANCA deu origem, durante o trimestre, a novas ações nos domínios financeiro, cultural, ambiental e de voluntariado. As excelentes práticas ESG do ABANCA são reconhecidas pela agência de rating Sustainalytics, do grupo Morningstar, que mantém o Banco como a segunda melhor instituição financeira do mundo na sua categoria.
O ABANCA está focado no acompanhamento do tecido empresarial na transição para um modelo mais sustentável, tendo promovido, entre outras iniciativas, mais de 30 acordos setoriais que beneficiam mais de 45.000 associados. Além disso, mais de 50% do financiamento concedido destina-se aos setores menos sensíveis à transição.
A concessão de financiamento a projetos de energias renováveis traduz-se na produção de um volume de energia equivalente ao abastecimento de cerca de 715.000 famílias. Além disso, o financiamento do ABANCA destinado à habitação verde permite uma poupança de energia equivalente ao consumo anual de eletricidade de mais de 4.000 famílias. Por outro lado, o Banco reduziu as suas emissões em 16,84%, posicionando-se como a segunda melhor entidade espanhola.
No que respeita à atividade da Afundación, a Obra Social do ABANCA, no último trimestre foram realizadas novas ações de voluntariado ambiental e social; iniciativas de divulgação da cultura, com exposições em diferentes localidades de toda a Espanha; e ações de sensibilização e proteção ambiental.