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ABANCA alcança lucros de 501 milhões de euros, antes de impostos, com rentabilidade de 12,2%

  • Sólida rentabilidade, sustentada no crescimento eficiente do negócio e na boa gestão do balanço, com incrementos de 4% na margem de juros trimestral e de 11,0% em termos homólogos nas receitas por prestação de serviços.
  • O resultado antes de impostos aumentou 3,7% e a rentabilidade situou-se em 12,2%.
  • Em Portugal o resultado antes de impostos aumentou 25,7% para 62,6 milhões de euros.
  • O ABANCA elevou o volume de negócios em 8,4%, ultrapassando os 145.000 milhões de euros.
  • Intenso crescimento comercial: mais de 77.000 novos Clientes captados no conjunto do mercado ibérico durante o semestre.
  • O ABANCA Portugal captou 10.000 novos Clientes desde o início do ano.
  • O ABANCA canalizou um total de 10.000 milhões de euros de novo financiamento para famílias e empresas.
  • O rácio de capital CET1 situa-se em 13,8%, com mais de 2.100 milhões de euros de folga de capital.
  • Perfil de liquidez estável: rácio crédito/depósitos de 89,2% e uma base de depósitos diversificada.
  • Mantém-se a elevada solidez do balanço, com um rácio Texas de 18,2%, entre os melhores do setor.
  • A taxa de incumprimento situa-se em 1,9%, com uma taxa de cobertura de 85,4%.
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Da esquerda para a direita, o CEO, Francisco Botas; o presidente, Juan Carlos Escotet Rodríguez; e o diretor financeiro, Alberto de Francisco.

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27-07-2026
Resultados

O ABANCA obteve no primeiro semestre de 2026 um lucro antes de impostos de 501 milhões de euros, mais 3,7% do que no exercício anterior. O lucro depois de impostos situou-se em 386 milhões, menos 9,6% do que no mesmo período do ano anterior, devido ao aumento da taxa efetiva de imposto provocado pela menor utilização de créditos fiscais. A rentabilidade ROTE situou-se nos 12,2%, superando largamente o custo de capital.

O resultado obtido baseia-se no crescimento eficiente do negócio e na boa gestão do balanço. Através do seu modelo de crescimento rentável e solvente, o ABANCA continua a mostrar um elevado dinamismo comercial e intensifica a captação de novos clientes, reforçando a sua presença ibérica. O Banco captou no semestre mais de 77.000 novos clientes no conjunto de Espanha e Portugal, maioritariamente (71%) fora do seu mercado de origem.

Graças ao desenvolvimento de um vasto plano de iniciativas destinadas a melhorar a qualidade do serviço, este forte ritmo de crescimento é acompanhado por elevados níveis de satisfação: três em cada quatro novos Clientes classificam a sua relação com o Banco com uma pontuação de 9 ou mais valores (numa escala de 10).

O ABANCA registou um crescimento expressivo em todas as áreas de negócio, com especial destaque para a gestão da poupança. Os recursos de Clientes aumentaram 7,2%, para 87.249 milhões de euros, destacando-se a evolução dos fundos de investimento, segmento em que o Banco alcançou uma quota de subscrições de 9,6%.

O Banco canalizou um total de 10.000 milhões de euros de novo financiamento para particulares e empresas, com crescimentos das novas operações de 14,4% e 7,8%, respetivamente, permitindo que o crédito ao setor privado aumentasse 3,8%.

O ABANCA superou o mercado nas principais áreas de negócio, com aumentos da quota de mercado de 8 pontos base no crédito, 3 pontos base na captação de recursos de Clientes, 7 pontos base nos planos de pensões, 2 pontos base nos seguros de poupança e 12 pontos base nos seguros não vida.

O B100, a proposta 100% digital do ABANCA, continua a crescer multiplicando por 1,6 o seu volume de negócio e duplicando o número de clientes. O Banco prossegue o alargamento da sua oferta de produtos com o lançamento da contratação e gestão de fundos de investimento através da aplicação móvel e de um novo produto, o Empréstimo B100, que vem reforçar a oferta de financiamento, juntamente com o cartão de crédito Pay to Save Plus. O carácter diferenciador do B100, assente no cuidado com a saúde financeira, pessoal e do planeta, combina uma experiência de utilização inovadora com benefícios ambientais e sociais.

O ABANCA posiciona-se na linha da frente do processo de criação do ecossistema de dinheiro digital seguro. O Banco participa na Qivalis para o lançamento de uma ferramenta financeira europeia, independente, fiável e aberta a cidadãos e empresas (stablecoin). Além disso, foi selecionado pelo Eurosistema para participar no projeto-piloto de desenvolvimento do euro digital.

Os sólidos fundamentos do ABANCA, bem como o bom desempenho evidenciado nos principais indicadores, continuam a ser reconhecidos pelos mercados. Em maio, o Banco realizou uma emissão de dívida sénior no montante de 500 milhões de euros, cuja procura atingiu 2,6 vezes o valor emitido, graças às 80 ordens recebidas. Também as classificações atribuídas pelas agências de rating refletem esta evolução positiva, como demonstram as recentes melhorias alcançadas.

Resultados sólidos e diversificados

O resultado antes de impostos referente aos primeiros seis meses do ano ultrapassou os 500 milhões de euros, mais 3,7% do que no mesmo período do exercício anterior. O forte crescimento das receitas provenientes da prestação de serviços, que aumentaram 16,1% face a junho de 2025, reforça a diversificação dos resultados. A rentabilidade ROTE situou-se em 12,2%, superando claramente o custo do capital.

O Banco retomou o crescimento trimestral da margem financeira, que aumentou 4,0% face ao primeiro trimestre de 2026 e 2,1% em comparação com o segundo trimestre de 2025. A boa dinâmica comercial e a gestão da política de preços permitem ao Banco antecipar uma evolução positiva da margem financeira nos próximos trimestres.

As receitas provenientes da prestação de serviços cresceram 11,0% em termos homólogos no segundo trimestre do ano. No final do semestre, as diferentes componentes apresentavam uma evolução positiva: +7,0% nos contratos de seguros, +46,6% nos serviços bancários, +0,5% nos serviços de cobranças e pagamentos e +18,2% nas operações fora de balanço e seguros.

O aproveitamento das sinergias decorrentes das operações corporativas, aliado à aplicação de políticas de racionalização, permitiu ao Banco controlar o crescimento dos custos, mantendo-o abaixo da média do setor (3,3% face a 5,3%). Como resultado, o rácio de eficiência melhorou 72 pontos base no segundo trimestre do ano.

Apesar dos elevados níveis de cobertura, o ABANCA mantém uma política prudente na constituição de provisões. O custo do risco permaneceu controlado, situando-se em 25 pontos base, com um rácio de incumprimento de 1,9% e uma taxa de cobertura desses ativos de 85,4%.

Crescimento em todas as áreas de negócio e geografias

O volume de negócio gerido pelo Banco ultrapassa já os 145.000 milhões de euros, um valor 8,4% superior ao registado em junho de 2025. O crédito a Clientes situou-se em 58.151 milhões de euros, enquanto os recursos totais ascenderam a 87.249 milhões de euros.

O crédito em situação regular atingiu 57.397 milhões de euros, o que representa um crescimento de 10,6%. Destacam-se particularmente os segmentos de empresas e famílias, que representam 82% da carteira e cujo saldo aumentou 3,8% em termos homólogos.

A captação de recursos de Clientes cresceu 7,2% em termos homólogos, para 87.249 milhões de euros. Por tipologia de produto, 75% do total corresponde a depósitos à ordem e a prazo, enquanto os restantes 25% dizem respeito a recursos fora de balanço (fundos de investimento, planos de pensões e seguros de poupança). Os depósitos de Clientes aumentaram 2,7% em termos homólogos, para 65.179 milhões de euros. Os saldos à ordem cresceram 5,2%. A carteira apresenta um perfil marcadamente de retalho: 93% do total corresponde a famílias e empresas e a maioria (69%) apresenta um saldo inferior a 100.000 euros. O Banco continua a crescer de forma expressiva tanto nos recursos fora de balanço como na comercialização de seguros. Os recursos fora de balanço ascendem a 22.070 milhões de euros, registando um crescimento homólogo de 23,3%. Os prémios de seguros dos ramos Não Vida e Vida Risco aumentaram 11,4%, para 719 milhões de euros. Por segmentos, os prémios dos seguros de acidentes pessoais cresceram 25%, o mesmo valor registado nos seguros Vida Risco. Por sua vez, os prémios dos seguros para empresas aumentaram 16% e os dos seguros de saúde 12%.

Desempenho muito positivo da operação em Portugal

Após a incorporação do EuroBic, o negócio em Portugal representa já uma parte significativa da totalidade do Grupo ABANCA. Se atualmente já aporta 17% das receitas globais, a ambição é que a operação em Portugal, mediante um crescimento orgânico e eficiente, alcance os 20% do volume de negócios e dos resultados consolidados do Grupo.

No primeiro semestre de 2026, o resultado antes de impostos do ABANCA Portugal seguiu uma trajetória ascendente, crescendo 25,7% face a junho de 2025, passando de 49,8 milhões para 62,6 milhões de euros.

O ritmo de captação e crescimento comercial mantém-se em níveis muito positivos desde que se completou a integração. O volume de negócios totalizou 21.025 milhões de euros no final do semestre, um crescimento face aos 20.445 milhões de euros que tinham sido registados no final do trimestre anterior.

As novas formalizações de crédito a particulares e empresas superaram os 3.000 milhões de euros, tendo o ABANCA Portugal angariado mais de 10.000 clientes desde o início de 2026. Em paralelo, a qualidade dos ativos revela uma elevada robustez, com o rácio de incumprimento (NPL) fixado em 2,1% e uma forte taxa de cobertura destas imparidades a atingir os 88,9%.

Perfil financeiro sólido

Trimestre após trimestre, o ABANCA mantém a sua posição como uma das instituições financeiras mais sólidas do mercado ibérico. A solidez dos seus fundamentos permite-lhe enfrentar o atual contexto de incerteza a partir de uma base robusta.

O ABANCA apresenta rácios de 18,4% no capital total e de 13,8% no CET1. A rentabilidade sobre o capital CET1 é de 14,4%. Estes valores são alcançados apesar do impacto de -34 p.b. derivado do crescimento do crédito no trimestre.

O Banco mantém uma ampla reserva de capital sobre os requisitos. O excesso sobre os requisitos de capital aumentou 8,3% em termos homólogos e situa-se nos 2.127 milhões de euros, o que equivale a 544 p.b. O rácio MREL situa-se nos 23,5%, com uma reserva de 554 milhões de euros (142 p.b.) sobre os requisitos regulatórios.

O Banco prossegue a trajetória de redução do crédito em incumprimento e dos ativos imobiliários, ao mesmo tempo que reforça os já elevados níveis de cobertura. Os ativos problemáticos diminuíram 10,0% em termos homólogos, permitindo que o rácio de incumprimento se fixasse em 1,9%, enquanto a taxa de cobertura destes ativos atingiu 85,4%.

Em matéria de liquidez, o ABANCA dispõe de 20.982 milhões de euros em ativos líquidos, montante equivalente a mais de quatro vezes os vencimentos previstos de emissões. Adicionalmente, conta com uma capacidade de emissão de obrigações hipotecárias de 7.741 milhões de euros, elevando a sua posição de liquidez para 28.723 milhões de euros.

A estrutura de financiamento mantém um perfil marcadamente de retalho, com 85% dos depósitos provenientes de Clientes particulares e empresas e um rácio Loan-to-Deposit (LTD) de 89,2%. Em termos de liquidez, o ABANCA apresenta um rácio de financiamento estável líquido (NSFR) de 139% e um rácio de cobertura de liquidez (LCR) de 187%. Os ativos líquidos de elevada qualidade (HQLA) totalizam 12.592 milhões de euros.

Banca responsável e sustentável

Paralelamente ao desenvolvimento da sua atividade, o Banco continua a reforçar o seu contributo para a sociedade através da sua estratégia de sustentabilidade.

Durante o trimestre, merece destaque o reconhecimento atribuído ao modelo de gestão de talento da instituição, distinguido com o prémio Best Company for All Talent, da revista Equipos&Talento, pela sua capacidade de integrar e desenvolver o talento interno; a obtenção da certificação internacional Top Employer Spain 2026, que distingue organizações pelos seus excelentes ambientes de trabalho; e a inclusão no ranking Europe's Best Employers, elaborado pelo Financial Times e pela Statista, que posiciona o ABANCA como a segunda melhor empresa espanhola para trabalhar e no 159.º lugar entre as mil melhores empresas europeias.

Além de continuar a apoiar os seus Clientes no processo de descarbonização da economia, o Banco lançou novas iniciativas de carácter social.

Em colaboração com a Afundación, procedeu nas últimas semanas à entrega de 1.053 kits de resposta rápida para combate a incêndios florestais a municípios particularmente vulneráveis.

É ainda de destacar a campanha de donativos promovida pelo Banco em favor da Cruz Vermelha Venezuelana, destinada a apoiar a resposta humanitária na sequência dos recentes sismos.

No âmbito do B100, merecem igualmente destaque os resultados ambientais e sociais alcançados, nomeadamente as 20 toneladas de plástico recolhidas através das compras realizadas com os cartões B100 e a afetação de 25% das receitas geradas pela taxa de intercâmbio a projetos de natureza ambiental.

O desempenho do ABANCA em matéria ESG continua a ser reconhecido pela agência de rating Sustainalytics, do grupo Morningstar, que mantém o Banco como a segunda melhor instituição financeira do mundo na sua categoria.

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