ABANCA atinge lucros de 902,4 milhões de euros, com uma rentabilidade de 15,1%
- O ABANCA mantém uma rentabilidade sólida sustentada pelo crescimento eficiente do negócio e pela boa gestão do balanço.
- O banco reforça o controlo de custos através de sinergias e da aplicação de medidas de eficiência.
- O volume de negócios cresceu para valores acima dos 136.000 milhões de euros.
- O banco regista um intenso crescimento comercial: 160.000 novos clientes captados no conjunto do mercado ibérico durante o ano.
- O ABANCA canaliza mais de 17.500 milhões de euros em novo financiamento a famílias e empresas.
- O rácio de capital CET1 situa-se nos 14,1%, o que representa mais de 2.200 milhões de euros de margem de capital e 850 milhões de margem em MREL.
- A elevada qualidade dos ativos é mantida, com um rácio Texas de 20,2%, liderando o setor.
- É concluída com sucesso a integração tecnológica do EuroBic, a décima em 10 anos e a de maior dimensão.
- O banco supera as linhas mestras do seu plano estratégico 2025-2027 e reforça a sua contribuição para a sociedade.
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Desta forma, a entidade ultrapassa claramente os seus objetivos de negócio e resultados para o ano, comprovando a sua capacidade de gerar receitas recorrentes através do seu modelo de negócio. Assim, a entidade apresentou um rácio CET1 de 14,1%, acima dos 13% definidos como objetivo; taxa de incumprimento de 2,1%, melhorando a meta de 2,5%; crescimento do volume de negócios de 6,1%, acima da média do mercado, ganhando assim quota de mercado tanto no negócio de financiamento como na prestação de serviços; e ROTE de 15,1%, superior ao intervalo esperado de 10-15%.
A entidade bancária alcançou nos resultados recorrentes um desempenho superior ao das restantes entidades espanholas comparáveis: ocupa o 1.º ou 2.º lugar nos rankings por variação da margem de juros, por variação das receitas pela prestação de serviços e por variação da margem base.
As agências de rating confirmam a boa evolução e desempenho do banco com melhorias contínuas nas suas classificações. O ABANCA soma sete subidas na notação financeira em doze meses, a última das quais neste mês de janeiro pela Fitch. Em 2025, entrou no bloco de notações de nível A de duas agências.
Intensa captação de novos clientes
Em 2025, o banco elevou o seu volume de negócios para mais de 136.000 milhões de euros e o seu negócio continua a mostrar-se sólido em toda a Península Ibérica.
O exercício encerrou com um forte ritmo de captação de novos clientes em Espanha e Portugal. Um total de 160.000 novos clientes juntou-se à base de clientes do ABANCA, com mais de 70% dessas adesões a ocorrerem fora da área em que é líder de mercado, o que representa um aumento de 17% em relação ao ano anterior.
Este crescimento deveu-se, entre outros fatores, ao elevado padrão de qualidade do serviço ao cliente: 64% dos novos clientes avaliam a sua relação com o banco com uma nota de 9 ou mais (em 10) e o índice de recomendação líquida (IPN) subiu 4 pontos em relação ao ano anterior.
Portugal representa já 16% do volume de negócios total da entidade. Cumprindo o calendário previsto, o ABANCA concluiu no último trimestre do ano a integração do EuroBic, uma operação bem-sucedida, que reforça as suas capacidades de crescimento no país. As novas formalizações de crédito a particulares e empresas ultrapassaram os 7.000 milhões de euros no ano, mais do dobro do que em 2024, pelo que a quota de formalizações cresceu 82 pontos base no mercado português.
O B100, a marca de banca digital do ABANCA, também demonstrou uma elevada capacidade de crescimento e atração de novos clientes. Com este modelo inovador, com o qual o banco criou uma nova categoria de banca, The Healthy Banking, o B100 conseguiu captar mais de 100.000 novos clientes no final de 2025.
Durante 2025, o B100 alcançou marcos ambientais e sociais, como a parceria com a Gravity Wave e a Ayúdame3D para produzir próteses a partir de redes de pesca recicladas. Foram também recolhidas mais de nove toneladas de plástico no projeto ambiental apoiado através do Pay to Save (receitas geradas pelo uso dos cartões B100).
Sólida capacidade de geração de resultados
O resultado obtido pelo ABANCA em 2025 reflete a sua capacidade de gerar resultados de alta qualidade de forma recorrente, com uma margem bruta que aumentou graças à boa evolução do negócio com os clientes. A margem de juros mantém o seu papel como motor do resultado e melhorou no último trimestre do ano devido ao dinamismo comercial e à boa gestão de preços.
Por seu lado, as receitas pela prestação de serviços reforçam a geração de resultados core, após crescerem 13,5% no ano. Todos os seus componentes contribuem para este impulso, com crescimentos de 8,8% em contratos de seguros, 7,5% em serviços bancários, 10,4% em cobranças e pagamentos e 18,7% em fora de balanço e seguros. As despesas operacionais reduzem-se trimestre após trimestre, graças à obtenção de sinergias após integrações e à melhoria da eficiência, que tem vindo a melhorar até aos 50,8% no final do ano (49,0% no 4.º trimestre isolado).
A entidade mantém a sua habitual prudência na identificação de riscos e na constituição de provisões, apesar dos seus elevados níveis de cobertura. O custo do risco mantém-se controlado, num nível de 0,21%, com uma taxa de incumprimento de 2,1%, uma taxa de cobertura desses ativos de 83,7% e 116 milhões de euros de excedente sobre provisões contabilísticas.
Crescimento em todas as áreas de negócios e geografias
O volume de negócios gerido pela ABANCA ultrapassa os 136.000 milhões de euros, o que representa um crescimento de 6,1% em termos homólogos. Este volume representa uma quota de mercado de 3,3% em Espanha e de 3,2% em Portugal. O crédito a clientes situou-se em 52. 939 milhões de euros, enquanto os recursos totais atingiram os 83.339 milhões.
A carteira de crédito em situação normal aumentou 7,7%, para 52.662 milhões de euros. O crédito aos clientes está claramente centrado no setor privado: 84% do total corresponde ao conjunto de empresas e particulares. Destacam-se os crescimentos da carteira de hipotecas, de 6,5% no ano, e do crédito ao consumo, de 10,1%.
A captação de recursos de clientes apresentou um dinamismo semelhante: cresceram 5,4%, até 83.339 milhões. Na estrutura de recursos de clientes do banco, 76% do total corresponde a saldos à vista e a prazo, enquanto os restantes 24% correspondem a recursos fora do balanço.
A incorporação de novos clientes permitiu o crescimento dos depósitos. A carteira do ABANCA tem um perfil claramente de retalho: 94% dos depósitos correspondem a famílias e empresas, e a maioria têm um saldo inferior a 100.000 euros. Os saldos à vista aumentaram 6,3% em relação a dezembro de 2024.
A entidade registou também aumentos significativos nos recursos fora de balanço e nos prémios de seguros. Com um crescimento de 22,6% no ano, os recursos fora de balanço atingiram 20.003 milhões de euros, com uma quota de mercado de 7,0% nas subscrições de fundos de investimento.
Por sua vez, os prémios de seguros gerais e de vida risco aumentaram 13,0% no mesmo período, para 661 milhões de euros. Destacam-se as contribuições dos produtos de seguros de assistência funerária (crescimento de 46%), vida risco (17%), empresas (15%) e proteção de pagamentos (11%).
Solidez do perfil financeiro
O ABANCA continua a posicionar-se como uma das entidades mais sólidas do mercado ibérico. O rácio de capital total fixou-se em 18,9%, 180 pontos base acima do valor registado no final de 2024, um nível que representa mais de 2.200 milhões de euros de margem acima do requisito exigido e 25,7% mais do que há um ano. Por sua vez, o rácio de capital CET1 cresceu 130 pontos base e situou-se em 14,1%. O rácio MREL situa-se no nível de 24,3%, o que representa uma margem de 850 milhões de euros.
Além da geração orgânica de capital e da rigorosa disciplina na sua alocação aos negócios mais rentáveis, uma alavanca relevante na melhoria da solvência foi a aplicação de modelos próprios avançados de avaliação do risco de crédito no cálculo dos requisitos de capital (IRB), após obter a devida autorização do Banco Central Europeu (BCE).
Esta autorização foi obtida para praticamente toda a carteira de retalho em Espanha, abrangendo crédito à habitação, crédito ao consumo, trabalhadores independentes, negócios e PME, após um exame exaustivo e rigoroso por parte das autoridades de supervisão europeias. O impacto positivo sobre os rácios de capital traduz-se em aumentos de 83 p.b. no rácio CET1, de 105 p.b. no capital total e de 134 p.b. no rácio MREL.
Em 2025, o ABANCA conseguiu reduções significativas nos seus saldos de dívidas de cobrança duvidosa e ativos adjudicados, de 14,2% e 13,7%, respetivamente. Simultaneamente, registou aumentos nas suas coberturas, que ficaram situadas em níveis de 83,7% no caso da taxa NPL, 79,5% para a NPA e 66,7% para os adjudicados.
O rácio NPL situa-se em 2,1%, com homogeneidade entre Espanha, com 2,0%, e Portugal, com 2,2%. O rácio NPA, por sua vez, situa-se em 2,7%, enquanto os adjudicados representam apenas 0,1% do balanço.
Em matéria de liquidez, o ABANCA dispõe de 23.294 milhões de euros em ativos líquidos, valor equivalente a 4,9 vezes os seus vencimentos previstos de emissões. Dispõe ainda de uma capacidade de emissão de cédulas de 7.100 milhões de euros, o que eleva a sua posição total para 30.393 milhões de euros. Os ativos líquidos de alta qualidade (HQLA) totalizam 15.418 milhões de euros.
A sua estrutura de financiamento é claramente de retalho: 86% de depósitos de retalho e um rácio LTD de retalho de 83,6%. Em termos de liquidez, o banco apresenta rácios de 142% em financiamento líquido estável (NSFR) e de 207% em cobertura de liquidez (LCR).
O banco mantém a sua rota para 2026
Após o encerramento do exercício de 2025, o ABANCA continua com o desenvolvimento, conforme previsto, do seu Plano Estratégico 2025-2027. A entidade mantém os seus objetivos de rentabilidade, volume de negócios, qualidade dos ativos e solvência para o período, situados num ROTE entre 10 e 15%, uma taxa de crescimento acumulada superior à do mercado, uma taxa de incumprimento em torno de 2% e um rácio de capital CET1 superior a 13%. Neste momento, o banco mantém-se acima de todos os seus objetivos.
Usando como alavancar a eficiência e a utilização da IA, a entidade estabeleceu três prioridades estratégicas para garantir o cumprimento dos seus objetivos: o impulso ao crescimento diversificado como chave para uma rentabilidade sustentada, a proximidade e fidelização do cliente e a transformação eficiente e recorrente, tudo isto orientado para as pessoas e o ambiente em que desenvolve a sua atividade.
Banca responsável e sustentável
Em articulação com estes elementos, o compromisso com o ambiente e com as pessoas é um elemento-chave no modelo ABANCA. Ao longo do exercício de 2025, o banco desenvolveu diversas ações que reforçam o seu perfil de sustentabilidade e a sua contribuição para o desenvolvimento social. Este esforço permanente é reconhecido pelas agências mais relevantes do mercado em matéria de ESG, que colocam o ABANCA na melhor categoria possível.
A principal iniciativa do ano é o lançamento do Plano de Ação contra os incêndios, concebido após um processo de auscultação aos afetados pela vaga do verão passado. Este plano inclui um amplo pacote de 150 milhões de euros em financiamento e outros apoios para a recuperação da atividade. Foram também delineadas ações de prevenção e sensibilização, através da Afundación, como a doação de equipamentos de vigilância aérea avançada e kits de emergência, formação à população e a grupos profissionais, e investigação sobre incêndios e gestão do território por parte da UIE. Em terceiro lugar, aborda-se a recuperação ambiental das zonas danificadas através de ações de voluntariado e da atribuição de apoios ao tecido local das zonas afetadas.
Em termos de financiamento e investimento, o banco dedicou mais de 7.000 milhões de euros de volume de negócios formalizado em 2025 para apoiar a transição para a sustentabilidade. Mais de 50% do crédito concedido pelo ABANCA destina-se aos setores menos sensíveis à transição.
Através do seu investimento em crédito foram evitadas emissões quantificadas em 228.139 tn CO2eq/ano através do financiamento de projetos de energia renovável e outras 2.102,34 tn CO2eq/ano através do financiamento de habitação verde.
No âmbito da educação financeira, em que o banco atua em conjunto com a sua Obra Social, Afundación, destaca-se a participação em ações como a Global Money Week, o projeto de fomento ao empreendedorismo Young Business Talent, a exposição didática «Ítaca» ou o programa educativo «Segura-Mente».