ABANCA regista lucro de 207,5 milhões de euros, com uma rentabilidade de 13,2%
- O ABANCA mantém uma rentabilidade sólida, sustentada pelo crescimento eficiente do negócio e por uma boa gestão do balanço
- Forte desempenho comercial em todos os territórios: mais de 37.000 novos clientes no primeiro trimestre
- O volume de negócios cresceu 6,5%, situando-se acima dos 138.000 milhões de euros
- Ganho de quota de mercado, tanto no balanço como nos serviços fora de balanço
- Novos financiamentos: mais de 4.500 milhões de euros a famílias e empresas
- Rácio de capital CET1 de 13,8%, com mais de 2.100 milhões de euros de excedente de capital e 610 milhões em MREL
- O rácio de crédito em incumprimento situa-se nos 2,0% e o rácio de cobertura de crédito em incumprimento em 84,8%
- Elevada solidez do balanço: rácio Texas de 17,5%, entre os melhores do setor
Apresentação de resultados ABANCA 1T 2026
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O ABANCA obteve, no primeiro trimestre de 2026, um resultado líquido atribuível de 207,5 milhões de euros, com uma rentabilidade ROTE de 13,2%. O desempenho assenta no crescimento eficiente do negócio e numa gestão prudente do balanço.
O banco continua a destacar-se pelo elevado dinamismo comercial, ganhando quota de mercado em todas as áreas de negócios. O crédito a famílias e empresas aumentou 4,0%, enquanto os recursos a clientes cresceram 5,2%. Outras linhas de negócio, como a distribuição de fundos de investimento e pensões, seguros ou meios de pagamento, registaram também um desempenho muito relevante e superior à média do setor.
Os fundos de investimento cresceram 27,1% no ABANCA (vs. 13,0% no setor), os seguros do ramo não vida aumentaram 24,7% (vs. 8,9%) e as operações em meios de pagamento cresceram 12,1% (vs. 8,3%). Como resultado, a quota de mercado em recursos fora do balanço aumentou 21 pontos base.
Esta dinâmica de crescimento é também visível na evolução da base de clientes, que continua a aumentar em todos os territórios onde o banco opera. O ABANCA captou mais de 37.000 novos clientes no primeiro trimestre do ano, um crescimento de 2% superior ao registado no mesmo período do ano anterior. 71% das novas captações provêm de geografias onde o banco não é líder de mercado.
Este crescimento é acompanhado por um plano ambicioso de iniciativas para reforçar a qualidade de serviço, refletido num aumento de dois pontos no índice IPN (Índice de Promoção Líquida) que alcança os 46 pontos. Além disso, três em cada quatro novos clientes classificam a sua relação com o banco com uma pontuação de nove ou superior (numa escala de 10).
Os sólidos fundamentais do banco continuam a ser reconhecidos pelas agências de rating. As quatro entidades que avaliam o ABANCA atribuem-lhe grau de investimento e melhoraram a sua classificação nos últimos 18 meses, algumas em vários níveis. A DBRS e a Moody’s posicionam já o banco na categoria A, o nível mais elevado destas agências.
A adoção intensiva de inteligência artificial está a permitir ganhos relevantes de produtividade e melhoria na experiência do cliente. O banco continua a evoluir na estratégia iniciada em 2025, com novas funcionalidades comerciais e maior utilização de IA generativa, potenciando a personalização da oferta, o aumento do tempo comercial e a transformação de processos. Com 110 casos de uso implementados, o ABANCA posiciona-se entre os bancos com maior nível de adoção de IA (Gartner, 2025).
Os destaques do trimestre em matéria de sustentabilidade são a renovação do nível de ”Risco negligenciável” (Negligible risk), o melhor nível possível na revisão do rating ESG da Sustainalytics, a obtenção da certificação do Índice de Bom Governo Corporativo (IBGC) da AENOR; a atribuição do selo Top Employer 2026 do Top Employers Institute, e a dinamização de diversas ações de literacia financeira direcionadas a jovens e seniores.
Evolução robusta do negócio em todas as geografias
O volume de negócio gerido pelo ABANCA supera os 138.000 milhões de euros, mais 6,5% face a março de 2025. O crédito a clientes atingiu 54.332 milhões de euros, enquanto os recursos totais ascenderam a 83.795 milhões de euros.
A carteira de crédito em situação regular cresceu 9,0%, sendo maioritariamente composta por empresas e famílias (84%). O crédito ao setor privado aumentou 4,0% em termos homólogos. A captação de recursos de clientes cresceu 5,2% face ao período homólogo, atingindo 83.795 milhões de euros. Por tipologia, 76% correspondem a depósitos (à ordem e a prazo) e 24% a recursos fora do balanço (fundos de investimento, pensões e seguros de poupança).
Os depósitos de clientes superam os 63.000 milhões de euros, após um crescimento de 1,3%. A carteira apresenta um perfil claramente de retalho: 94% dos depósitos pertencem a famílias e empresas, maioritariamente com saldos inferiores a 100.000 euros.
Os recursos fora de balanço continuam a crescer de forma expressiva, atingindo 20.519 milhões de euros no final do trimestre, um crescimento de 19,3% em termos homólogos. Por sua vez, os prémios de seguros gerais e não vida aumentaram 15,0%, para 681 milhões de euros. Destacaram-se os seguros de funeral que aumentaram 29%, vida risco (+23%), proteção de pagamentos (+10%) e empresas (+9%).
Resultados de elevada qualidade
Os resultados do ABANCA do primeiro trimestre refletem a elevada capacidade do banco para gerar resultados recorrentes de elevada qualidade. A contribuição da margem financeira proveniente do negócio com clientes continuou o seu caminho de crescimento, com um aumento em volume, compensando a forte descida das taxas de juro.
As receitas por prestação de serviços cresceram 21,6%, com evolução positiva em todas as componentes. As cobranças e pagamentos aumentaram 8,4%, complementados por um aumento de 18,6% em seguros de vida e 18,2% em recursos fora do balanço e seguros gerais.
A alavancagem de sinergias e as políticas de racionalização permitem ao ABANCA controlar a sua base de custos. O banco antecipou despesas para reforçar a geração de resultados nos próximos trimestres e continua a implementar medidas de eliminação de custos não essenciais. O rácio de eficiência continua a aproximar-se do limiar dos 50%, após uma nova redução de 0,5 p.p. no último trimestre face ao mesmo período do ano anterior.
O ABANCA mantém uma abordagem prudente na constituição de provisões, apesar dos seus elevados níveis de cobertura. O custo do risco permanece controlado, em 0,26%, com um rácio de incumprimento de 2,0% e um rácio de cobertura de crédito em incumprimento de 84,8%.
Sólido perfil financeiro
O ABANCA mantém uma posição estável como um dos bancos mais sólidos do mercado ibérico. A capacidade de geração orgânica de capital e a prudência na sua gestão permitem expandir o negócio, mantendo simultaneamente níveis confortáveis de capital acima dos requisitos regulamentares de solvência.
O ABANCA apresenta rácios de 18,5% em capital total e de 15,7% de rentabilidade sobre CET1. Durante o trimestre, o ABANCA registou um crescimento de APRs de 3,0%, com um impacto de 42 pontos base no rácio de capital.
O excedente face aos requisitos SREP aumentou 10,2% em termos homólogos, situando-se em 2.116 milhões de euros, o que corresponde a 554 pontos base. O rácio MREL fixa-se em 23,7%, com um buffer superior a 600 milhões de euros (160 pontos base) face aos requisitos regulamentares.
O banco continua a reduzir o crédito em incumprimento e os ativos imobiliários, enquanto reforça os seus já elevados níveis de cobertura. O crédito em incumprimento diminuiu 16,4% em termos homólogos, enquanto os ativos adjudicados recuaram 14,2%. Em sentido inverso, os níveis de cobertura aumentaram para 84,8% no rácio NPL, 80,6% no NPA e 67,4% nos ativos adjudicados.
O rácio NPL situa-se nos 2,0%, com níveis semelhantes entre Espanha e Portugal, que apresentaram 1,9% e 2,2%, respetivamente. O rácio NPA é de 2,6% e o peso dos ativos adjudicados representa 0,1% do balanço.
Em termos de liquidez, o ABANCA dispõe de 22.168 milhões de euros em ativos líquidos, o equivalente a 4,8 vezes os vencimentos previstos de emissões. Adicionalmente, conta com uma capacidade de emissão de obrigações hipotecárias de 7.367 milhões de euros, elevando a sua posição total para 29.534 milhões de euros.
A estrutura de financiamento é predominantemente de retalho, com 86% de depósitos de clientes particulares e empresariais, e um rácio LTD de 85,9%. Em liquidez, o ABANCA apresenta rácios de 142% em financiamento estável líquido (NSFR) e de 191% em cobertura de liquidez (LCR). Os ativos líquidos de elevada qualidade (HQLA) totalizam 13.802 milhões de euros.
Banca responsável e sustentável
Na mais recente revisão do seu rating ESG, publicada em fevereiro, a agência de classificação Sustainalytics, do grupo Morningstar, manteve o ABANCA no nível de “Risco negligenciável” (“Negligible risk”), o mais elevado possível. O ABANCA classifica-se como segunda entidade a nível mundial no seu segmento.
O ABANCA obteve recentemente a certificação do Índice de Boa Governação Corporativa (IBGC) da AENOR com o nível G++, a classificação máxima. Este reconhecimento valida a excelência do modelo de governance do ABANCA, alinhando os seus padrões de gestão com as melhores práticas das principais empresas cotadas do país. Adicionalmente, o banco foi distinguido com o selo Top Employer 2026, atribuído pelo Top Employers Institute, em reconhecimento de aspetos como as oportunidades de desenvolvimento, a promoção de um ambiente de trabalho positivo e o compromisso com o bem-estar das pessoas.
O impulso da literacia financeira dos diferentes grupos etários, em particular de jovens e seniores, foi o objetivo de diversas iniciativas promovidas pelo ABANCA e pela sua Obra Social, Afundación. Ambas associaram-se, em mais uma edição, à “Global Money Week (GMW)”, uma iniciativa internacional de consciencialização coordenada pela OCDE. Além disso, lançaram um novo programa denominado “Money Sport”, com o intuito de proporcionar aos adolescentes ferramentas e conhecimentos para gerirem as suas finanças.